O que se aprende com o filme "A Onda".


Em sala de aula, vimos um filme "A Onda" com o nosso professor de história Álvaro Leiva.



Resumo: No filme "A Onda" um professor que sofria  de ressentimento por ser licenciado com diplomas de segunda ordem, enquanto os colegas tinham vindo de melhores universidades, ele foi encarregado pela diretora da escola de dar um curso sobre os regimes autocráticos. E como esse filme foi realizado na Alemanha, inevitavelmente, o fascismo iria ser o tema dessas aulas, mas ninguém queria ouvir mais isso, então ele decidiu proceder uma experiência pedagógica.O professor propôs e os alunos aceitaram. Experiência essa que durante uma semana  o professor obrigaria os alunos a cumprirem os rituais físicos da disciplina de massas, esperando que eles aprendessem o conteúdo ideológico dessa disciplina; similar ao totalitarismo que todo o poder fica concentrado nas mãos dos governantes. Na experiência tudo começou com simples gestos como o levar e o sentar, o estar sentado direito com os pés juntos, a escolha de um uniforme; uniforme esse usado não só como um símbolo de identidade do grupo, mas significava também uma máscara que ocultava as diferenças sociais entre eles. Adotado o uniforme, propôs a escolha de uma saudação, outro elemento ritual necessário para a identificação do gripo. Só que uniforme, rituais, disciplina de massa, este conjunto excluiu todo o resto. As aulas deixaram de ser a transmissão de um conhecimento e converteram - se na afirmação da identidade do grupo, e a vida privada foi eliminada; não só a vida privada, mas todos os tipos de existência que ultrapassaram os limites do grupo, ou seja, quem não estivesse ao lado do grupo, estava contra ele. A redução da existência, a um objetivo único, isto é o totalitarismo. Na última cena do filme fixa bem o rosto do professor, já dentro do carro da polícia que o levava preso. Imaginamos que aquilo que o professor sentia dentro dele é indizível por que não há palavras que expressem aquele sentimento, foi apenas a compreensão do mecanismo da história ... Que podemos compreender a prática, mas só depois de termos praticado, " A Onda" é um filme precisamente sobre isto, sobre fascismo entendido no quotidiano  e que só entendemos como fascismo, depois de ele já estar instalado.




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